Vontade de partir tudo e recusar os pensamentos que recebo, não falta. Grito a sete ventos que as coisas não mudam, que preciso de ajuda, que tenho de ‘calar’ a mente, mas o grito não se ouve. A minha cabeça só conseguirá ter descanso quando obtiver o que tanto anseia; contudo isso significa problemas e sofrimentos. É melhor para mim, que não aconteça.
Perguntam-me como posso desejar alguém tão confuso, bipolar, misterioso, estranho, obscuro. Pergunto-me o mesmo. Não há dia em que os tais pensamentos não surjam e não há dia em que não me culpe por isso, em que não me odeie por atrair coisas obscuras e ser atraído por coisas obscuras.
A mente, essa só está dividida em ambiguidades, entre o Bem e o Mal, entre o politicamente correcto e o errado. Desejo-as e odeio-as simultaneamente.
Gosto, gosto tanto, tanto, com todas as minhas forças. Desejo muito, ansiosamente.
Odeio tudo, odeio-a, odeio-me. Tanto, tanto. Repilo essa ideia, sofregamente.
E tudo se resume a esta estupidez, a esta confusão, a este turbilhão que me suga. Aos poucos vejo-me arrastado, tolhido, abduzido. A teoria do encantamento e magnetismo é impressionante. Como é possível padecer desse mal, vindo de alguém tão alienado deste mundo e doente como ela? Só me apetece explodir e levar tudo comigo. É incrível, passado tanto tempo sem um contacto, sem um avistamento, ter sido precisamente dez horas depois de ter falado no problema, que ele ressurgiu sob a forma carnal.
Sentados no escorrega e a uma distância considerável, o que nos vem à mente é «Como é possível?». Nem eu sei, mas a verdade é que o mal está lá e não desiste de me chamar.
*music//: Heart-Shaped Box. Nirvana.
*photo//: Tigui

Comentários
Ficção?… Pessoal?…
Se ficção, óptimo. Se pessoal, calma… a vida é sempre uma dicotomia. Temos de vivê-la com intensidade, sem precipitações. Beijinhos.
Pessoal.
Infelizmente.
Obrigada pelos comentários simpáticos e pelas visitas.
Alguém sentiu isso em relação a mim, um dia; não é bom, eu sei, mas não soube ser melhor. Aos poucos… com calma e serenidade.