Arquivos Mensais: Abril 2010

O Silêncio (I)

Perguntei-te, assim como quem não quer a coisa e como que não consegue ficar mais calada: Ainda me amas? e o silêncio apoderou-se de ti, como a vontade de falar se apoderou de mim: Diz-me o que ainda sentes por mim, preciso de ouvir da tua boca. E o silêncio interpôs-se entre nós. Porque provavelmente [...]

Im(perfeito)

Se as imperfeições não se amassem, o amor soaria tão mais falso. Se o Amor não fosse também ele falho e imperfeito, nada faria sentido. Os defeitos também se amam, as falhas também se gostam. Porque tudo, assim de repente, parece tão mais verdadeiro, tão mais único. E real, acima de tudo real. Porque o [...]

Pare, Escute e Olhe.

Olha para ti e vê o que és. O que te tornaste. Descobre O que tens dentro de ti? e apercebe-te realmente a tua forma mais primitiva de ser, o teu âmago, tu mesmo. Encontra a verdadeira acepção de personalidade e percebe, por favor, essa tua necessidade instintiva de seres aquilo que não és – [...]

Rolleiflex

- Não sei de que mundo venho disse ela. E tornou num desfiar de vida, no seu olhar vivo do mundo, na sua intenção de olhar o constante de uma outra forma que não com olhos de ver. Porque os olhos não servem apenas para ver. Para ela os olhos servem para sentir, para observar [...]

Medo de seres nada.

- Sabes lá tu o que é estar sozinho. Nem tampouco sabes o que é a solidão. Mas sabes o que é o medo, sabes o que é sentires-te na escuridão, preso ao temor do nada, preso às falhas, preso ao que não tens. E por isso tens medo, de seres menos, de seres pouco, [...]

A solidão é um estado de nada ou um estado de tudo?

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