O Silêncio (I)

Perguntei-te, assim como quem não quer a coisa e como que não consegue ficar mais calada:

Ainda me amas?

e o silêncio apoderou-se de ti, como a vontade de falar se apoderou de mim:

Diz-me o que ainda sentes por mim, preciso de ouvir da tua boca.

E o silêncio interpôs-se entre nós. Porque provavelmente desististe de nós, como quem desiste de usar camisolas de gola alta porque incomodam, porque sufocam e ai que calor! e porque eras obrigado a usá-las em crianças e criaste uma resistência. Eu sei que as minhas palavras não são as melhores, a minha rima ainda não é suficientemente boa, a minha língua e o meu cérebro ainda agora se conheceram e não são muito amigos. Mas eu insisti e pergunto

Ainda me amas?

O silêncio é sempre o que ouço.

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