Monthly Archives: Dezembro 2008

Não te tenho escrito.

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Não te tenho escrito. Tenho deixado a caneta parada, com medo de não conseguir exprimir aquilo que sinto. Sequei, todos sabem o que isso é. Mirrei a escrita, o poder da produção, a imaginação decaiu, a paciência decresceu. Sinto vontade de voltar ao mesmo espaço e de me perder em palavras, sílabas, consoantes e vogais. Todos nós mirramos um dia na vida.

Não te tenho escrito, com medo de me enrolar no caderno, de me atropelar no processador de texto, de tropeçar nas vírgulas, de criar pontos finais. Não te tenho escrito, porque a escrita às vezes mirra dentro de nós e precisa de ser regada. Não te tenho escrito, pois preciso de ser regado. Preciso de temperar as palavras, todos nós mirramos às vezes. Por isso é que não te tenho escrito.

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