Category Archives: My Lovely Mirror

My Lovely Mirror – Part Three

Como conter dois corpos inflamados de Paixão e Desejo? Era a pergunta que pairava no ambiente do quarto. Não era possível, simplesmente. Amavam-se demasiado para o conseguirem abafar. Ela trancou a porta do quarto, enquanto ele lhe mordiscava o pescoço. Beija-lhe os lábios, saboreia cada movimento que lhe sabia a vida e tacteia o seu corpo como se lesse em braille, palavras de carinho. Com as mãos desejosas despe-lhe a camisola, ela brinca com o seu botão das calças e beijam-se apaixonadamente. Os lençóis consumiam-se no meio da Paixão e cada vez com mais intensidade, os dedos tocavam-se e despiam-se de tudo. Ele desapertou-lhe o fecho do soutien, ela o das calças. Os lábios e a língua foram descendo até aos peitos, enquanto que a dela já lhe percorria a barriga. Ardiam em sussurros, murmúrios ao ouvido e em toda a sua química.
Deliciavam-se mutuamente e a roupa estava já espalhada pelo chão, à medida que se atreviam a explorar locais desconhecidos um do outros. As mãos, os lábios, o corpo: tudo explodia de prazer. Sentiu-se dentro dela em movimentos contínuos, juntos alcançaram o prazer. Beijaram-se, acariciaram-se e adormeceram num sono sentido e apaixonado.

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My Lovely Mirror – Part Two

Ela sentia a sua presença e desejava-o com todas as forças. Sussurrou: «Tens-me» e ele surgiu a medo, do fundo das incertezas e apresentava o Amor na íris, como expressão profunda. Deitou-se a seu lado, ela inclinou-se sobre ele e sentiram o respirar e o cheiro. Não era perfume, não. Era a certeza que se queriam e se desejavam. Inebriado pelo aroma, entreabriu os lábios e beijou-a suavemente de uma forma única e íntima. Ela mordeu-lhe o lábio, ele sorveu-lhe o mesmo e brincaram com as línguas. Os corpos tremiam em êxtase delirante e estavam seguros de nunca terem sentido o mesmo por outro alguém. Até o desejo era mais intenso e diferente, isto sim era estar apaixonado verdadeiramente. Beijou-lhe o pescoço, sugou-lhe o lóbulo da orelha e arrepiavam-se de prazer. A mão descia-lhe pelas costas e sentia-se incontrolável. Ela pegou na dele e levou-o à descoberta. Juntos amaram-se e cada vez conseguiam se controlar menos.

Os beijos esgotaram-se num abraço (im)perfeito.

My Lovely Mirror – Part One

Todas as manhãs ele acordava mais cedo que os outros. Saía do conforto dos lençóis quentes da noite e em passos suaves e surdos, abeirava-se da cama dela e ficava a admirar-lhe os traços, na esperança que um deles lhe falasse em línguas sepultadas e lhe explicasse a razão de sentir tanto amor. Passava horas nisto, no observar, no explorar com os olhos, no beijar com a mente, até que um dia não resiste e, com as pontas dos dedos, lhe toca na face. Sentiu pela primeira vez a textura do Amor: suave, imperfeita, relevante. Os dedos passeiam pelo seu corpo desnudo e mesmo no sono, ela apresenta um sorriso doce. Tem um ar querido, uma suavidade perceptível na voz meiga e carinhosa.

Toca-lhe ao de leve no nariz, aquele que tanto carinho lhe desperta. Pousa-lhe as mãos no rosto como quem segura o tesouro mais precioso de toda a Terra e sonha com tudo o que viveriam juntos. Repara que ela é tudo o que ele sempre desejou: a imperfeição perfeita.

Ela começa a despertar do sono e ele esconde-se. Esconde-se ao fundo da cama e ouve-lhe o espreguiçar, o sussurrar, o respirar e cada vez mais tem a certeza que a deseja.

[Continua à medida que se vive o sonho]